sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

OS TRÊS C'S QUE FAZEM A DIFERENÇA

“Acabou-se, pois, o muro aos vinte e cinco dias do mês de elul, em cinquenta de dois dias." (Neemias 6.15)


Ao lermos o livro de Neemias, observamos nele um homem que viveu completamente sob a dependência de Deus. É sabido que reconstruir é muito mais difícil do que construir, basta observarmos o que acontece numa construção e o que acontece numa reforma.
Quando construímos, começamos do nada, e por isso não existe nenhum empecilho para levantar as paredes ou fazer qualquer outra obra. Já, quando vamos reformar temos que derrubar o que está caindo, tirar o entulho, preparar novamente o terreno, para daí então edificar novamente.

Com relação a Jerusalém, algo semelhante aconteceu, a cidade havia sido destruída, os muros (que significavam a segurança da cidade) haviam sido destruídos e as portas estavam queimadas a fogo (Neemias 1:3). Em vista desse pano de fundo, a reação de Neemias não poderia ter sido outra - assentar e chorar (v.4).

Como se não bastasse, ele teria ainda outro problema para enfrentar - os opositores. Infelizmente, muitos são os que se levantam contra a obra de Deus. Veja quantos se opuseram à obra de reconstrução dos muros: No capítulo 2, verso 10 entra em cena Sambalá e Tobias; no capítulo 2, verso 19 aparece também Gesém e no capítulo 6, verso 1 é mencionado ainda "o resto dos nossos inimigos".

No entanto, no decorrer desta história, vemos os três C's que fizeram com que o versículo que encabeça esta meditação fosse realidade, e que deve ser o ideal para todo crente:

1. Caráter
Neemias conseguiu implementar o trabalho e obter êxito por causa do seu caráter irrepreensível. Ele não tinha nada que lhe tirasse a autoridade para estar à frente do povo. Por diversas vezes os seus opositores tentaram denegrir a sua imagem perante todos. Eles mentiam (2:19), zombavam (4:2-3), difamavam (6:5-6), e não obtendo sucesso tentaram ainda induzi-lo ao pecado (6:10-13). Se ele não tivesse um caráter íntegro reconhecido por todo o povo, não haveria quem o seguisse para a reconstrução. Para nós é de estrema importância vivermos como referencial para os outros, como disse Jesus: "para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mateus 5:16).

2. Confiança em Deus:
Se Neemias também não tivesse uma fé autêntica em Deus, ele ficaria completamente desanimado, sem esperança. O que fez com que ele mantivesse sua visão na obra de Deus, era a confiança de que o trabalho era de Deus e seria este mesmo Deus quem o livraria dos seus opositores e o manteria no alvo correto. Em todo o livro vemos orações de Neemias que demonstravam esta confiança em Deus (por exemplo 1:5; 2:4; 4:4; 5:19; 6:9; 6:14). Quantas vezes, ao passarmos por momentos difíceis na vida, desanimamos? Devemos confiar no caráter imutável de Deus, é Ele quem vai nos guiar. Imagine se Neemias perdesse sua confiança em Deus... certamente jogaria tudo para cima e voltaria para o palácio do rei, onde vivia muito bem. Todos nós conhecemos muito bem as palavras do Salmo 37:5: "Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará", o grande problema é que dizemos que confiamos em Deus, mas quando as coisas não saem como planejamos, desistimos e perdemos as bênçãos.

3. Coragem:
A coragem demonstrada por Neemias estava intimamente ligada à confiança que ele tinha em Deus. Podemos dizer que coragem é uma consequência desta confiança. Por causa de sua coragem, Neemias pôde enfrentar todas as dificuldades e manter-se no foco, mesmo quando os opositores queriam desviar-lhe a atenção da obra (6:2-3). Neemias teve coragem de dizer não e enfrentar seus opositores. Ser cristão não é coisa para os fracos! Jesus mesmo disse que precisamos pensar muito bem antes de dizer que queremos segui-Lo - precisamos calcular (Lucas 14:28,31), precisamos renunciar tudo (Lucas 14:33) - somente os corajosos fazem isso. Jesus, na Sua última aparição ao apóstolo Paulo, não disse outra coisa além de "Coragem!" (Atos 23:11).

Quando tivermos um caráter irrepreensível, uma confiança incondicional em Deus e uma coragem inabalável, iremos fazer diferença no mundo em que vivemos.

Assim como Neemias fez...

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O DIA EM QUE A TERRA (E O CÉU!) PAROU

Texto básico: Lucas 23:56                                                                  
Versículo chave: “Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento.” (Lucas 23:56)

Fico imaginando o que aconteceu no Céu naquele sábado... A Terra eu sei que descansou (pelo menos em Israel), mas como ficou o “clima” lá no Céu. Imagino que os anjos estariam curiosos em saber como seria o desfecho de todo o plano da salvação.
A Bíblia realmente não trata nem um pouquinho desses detalhes, não menciona nada sobre o andamento das coisas lá em cima. Também não menciona nada sobre como estava o clima lá “embaixo” (no inferno), imagino que bem quente para o diabo e seus demônios.
Se Lucas terminasse seu registro por aí, hoje não estaríamos aqui! De fato, esse sábado foi um dia de tamanho suspense. Nunca, em toda a humanidade, algo dessa magnitude havia acontecido, o Filho de Deus descido à sepultura. E agora? O que seria daí em diante?
É interessante notar como Lucas começa o capítulo 24. Ele começa com um “mas”, o que pode nos indicar que enquanto os seres da terra estavam descansando, Deus estava trabalhando em seu favor. Jesus Cristo estava completando a obra da nossa redenção, sendo vitorioso sobre a morte e garantindo assim a nossa vitória em Seu Nome. Aleluia!

CONCLUSÃO

  • Que profunda sabedoria do nosso Deus! Planejou cada detalhe para mostrar Seu imenso amor para conosco e derrotar, de uma vez por todas, as obras de Satanás.

  • Creio que devemos nos alegrar profundamente no Senhor, especialmente pelo fato de que aprouve a Ele revelar-Se a nós, dando-nos o maior presente: a salvação. Servi-Lo com amor e dedicação é o mínimo que podemos fazer.



No desenrolar do plano que Deus estabeleceu para nos salvar,
Ele testificou verdadeiramente o que é amar!

Abandonado por todos, menos pelo Pai...

Texto básico: Lucas 22:54-23:55                                                       
Versículo chave: “Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.” (Lucas 22:15)

Traição, abandono, negação e humilhação... Parece que a lista de situações horríveis pelas quais o nosso Salvador enfrentou não tinha mais fim. Tudo e todos estavam contra ele. Até mesmo Seus discípulos fugiram!
Como se não bastassem todas as situações emocionais que Cristo enfrentou, Ele ainda teve que passar por diversos flagelos em Seu físico, culminando numa das piores maneiras de morrer: a crucificação. Tudo isso por amor a nós...
Em todo esse processo Jesus esteve sozinho, abandonado por todos, menos pelo Pai. O Pai estava acompanhando cada detalhe do perfeito plano que Ele mesmo estabelecera, ainda que por algum momento Seu Filho tivesse se sentido só, ao assumir sobre Si todos os nossos pecados naquela horrenda cruz.
Nós, à semelhança de Cristo, também podemos nos sentir abandonados em algum momento das nossas vidas, mas vale a afirmação do salmista: “Porque, se meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me acolherá” (Salmo 27:10).
Lembrem-se: Poderemos ser abandonados por todos, menos pelo nosso Pai. Graças a Deus por tamanho conforto e privilégio!

CONCLUSÃO

  • Você tem se sentido abandonado? Não tem recebido cartas, e-mails ou telefonemas de seus familiares, amigos e irmãos? Busque refúgios nos braços do Pai, ou até mesmo nos braços de sua família da fé!

  • Que tal aproximar-se daqueles irmãos que tem familiares morando mais longe para estreitar os laços (eles devem sentir saudades deles). Deus é Espírito, o que quer dizer que Ele não possui braços fisicamente falando. Mas Ele pode utilizar muito bem os nossos braços para abraçar alguém.



Quem se dispõe a acolher e receber aos nossos irmãos,
de Deus se torna o ouvido, a boca e também Suas mãos.

Comunhão X Ambição

Texto básico: Lucas 22:7-53
Versículo chave: “E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento.” (Lucas 22:15)

Jesus havia desejado ansiosamente por aquele momento. Ele não via a hora de ter sua última refeição com Seus discípulos antes de passar por todo o sofrimento que O aguardara no caminho do Calvário...
Existem momentos em nossas vidas que o que mais precisamos é de companhia. Não estamos preocupados com dinheiro, sucesso, status, queremos alguém para, simplesmente, estar conosco.
O triste dessa passagem é que os discípulos não estavam compreendendo que a maior necessidade do Mestre era estar com eles, ao invés de ajudá-Lo, eles estavam tão somente preocupados com seu status: “Quem era o maior?” - perguntavam eles. Eles deveriam ter notado que Mestre também tem necessidades.
Muitas vezes nos sentimos “sozinhos no meio da multidão”. Talvez você experimentará esse sentimento, algum dia, em sua vida e ministério. Será hora de, sem ter vergonha alguma, procurar ajuda. Nem sempre as pessoas que estão ao nosso redor, conseguem discernir o que se passa em nossos corações. Aprenda com Jesus, fale diretamente e abertamente com seus amigos.
CONCLUSÃO

  • Você está neste momento passando por algum momento de aflição ou angústia? O que tem feito? Orado ao Senhor (saiba que Ele sabe muito bem o que é isso)? Pedido ajuda a algum amigo em que você confia? Não deixe para amanhã!

  • Você tem sido sensível às necessidades de seu cônjuge ou de seus irmãos? Tem visto alguém andando cabisbaixo por aí? Procure auxiliá-lo nesse momento, Deus quer usar a sua vida! Não fique “dormindo” enquanto alguém está sofrendo.



No meio da angústia e da solidão, um bom amigo pode ser mais chegado que um irmão!

O "mui" amigo

Texto básico: Lucas 22:1-6
Versículo chave: “Judas concordou e buscava uma boa ocasião de lho entregar sem tumulto.” (Lucas 22:6)

Creio que um dos piores sentimentos que qualquer ser humano pode experimentar é o da traição. Traição dói! Quer seja a traição por parte de um cônjuge, quer seja por algum amigo ou parente muito chegado.
O que nem sempre levamos em conta é o fato de que “a pessoa que mais nos decepciona é aquela que está perto de nós!”. Um estranho não nos decepciona, afinal, não esperamos nada dele mesmo. Mas, alguém que caminha junto conosco poderá, infelizmente, nos decepcionar ou nos trair algum dia...
Foi isso o que Jesus experimentou. Após conviver por cerca de três anos com Seus discípulos, um deles armou uma verdadeira arapuca. Judas foi um “mui amigo”, como costumamos dizer. No entanto, tudo isso estava dentro dos planos do Senhor para a nossa redenção.
A lição para cada um de nós é justamente NÃO ter a mesma atitude de Judas. Deus nos colocou aqui neste lugar para sermos amigos fiéis. Devemos para isso, aprender a perdoar e a pedir perdão sempre que algum problema ocorrer entre nós.

CONCLUSÃO

  • Para os casados, pergunto: Você tem sido fiel ao seu cônjuge em todos os momentos da sua vida? Especialmente em pensamento?

  • Você tem sido uma pessoa amigável e boa para se conviver? Em nossas igrejas temos a oportunidade de estreitar os nossos laços fraternos e, queira o Senhor, que sejamos todos “ótimos amigos” (e irmãos!), como diz aquela canção: “amigos para sempre”!


O segredo de uma grande amizade, não está no fato de que erros nunca existirão,
mas no quanto estamos dispostos a perdoar o nosso irmão.



A autoridade de Jesus

Texto básico: Lucas 20:1-21:38
Versículo chave: “e o arguiram nestes termos: Dize-nos: com que autoridade fazes estas coisas? Ou quem te deu esta autoridade?” (Lucas 20:2)

Existem diversos momentos da vida de Jesus que eu, particularmente, gostaria de ter presenciado. Um deles, sem dúvida alguma, seria o que consta nos versos 1-8 do capítulo 20. Eu gostaria de ver a cara dos questionadores após o gran finale com o qual Jesus encerra a conversa.
Outro momento (já deu para perceber que eu gosto dos diálogos de Jesus) está no trecho de 21-40 do mesmo capítulo. Mais uma vez os escribas, sacerdotes, e agora os saduceus, são calados pela imensa sabedoria do Mestre.
A grande ênfase dos capítulos 20 e 21 é a autoridade de Jesus, culminando no fato de que Ele, Senhor do Céu e da Terra, virá com toda autoridade e poder, buscar o Seu povo. Aleluia!

CONCLUSÃO

  • Estamos aproveitando nossos diálogos com as pessoas para instruí-las nas grandes verdades sobre o Reino de Deus? Temos testemunhado para elas que Jesus Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores?

  • Temos nos submetido à autoridade de Cristo, mesmo nos momentos mais difíceis? Devemos nos lembrar de que Ele tem toda a nossa vida sob Seus cuidados e não permitirá que nenhum fio do nosso cabelo se perca sem que haja um propósito nisso!




Quem crê que o Senhor possui toda autoridade,
consegue desfrutar a vida cristã com alegria, amor e liberdade!

Culto Mentiroso


Texto básico: Lucas 19:45-48
Versículo chave: “Está escrito: A minha casa será casa de oração. Mas vós a transformastes em covil de salteadores.” (Lucas 19:46)

O dia 1º de abril é tido pela nossa cultura como o “dia da mentira”. Neste dia muitas pessoas procuram, de uma forma ou de outra, surpreender seus amigos com algum tipo de brincadeira terminando como a frase: “Primeiro de abril!”.
Quando Jesus entra no templo em Jerusalém vê que muitas das pessoas que para lá se dirigiam viviam uma religiosidade mentirosa todos os dias de suas vidas. Na verdade, elas se aproveitavam da boa fé dos humildes para terem algum proveito, ou seja, para eles a “a piedade era fonte de lucro” (1 Timóteo 6:5).
Como Deus reprova o culto mentiroso, Jesus toma uma grande iniciativa. Com Seu imenso zelo, expulsa os cambistas e demais “comerciantes da fé” daquele lugar que fora instituído por Deus para ser um local de oração e adoração.

CONCLUSÃO

  • Temos prestando um culto verdadeiro ao Senhor em tudo o que fazemos? Nossos cânticos, ofertas e abraços fraternos, demonstram claramente o sentimento do nosso coração ou é pura encenação?

  • Qual é a sua motivação para servir a Deus? A de ser um instrumento usado por Ele, ou está se preocupando com os benefícios que pode obter?



Quem presta um culto mentiroso ao Senhor merece ser punido com muito rigor.

LÁGRIMAS DE AMOR

Texto básico: Lucas 19:28-44
Versículo chave: “Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou.” (Lucas 19:41)

Na próxima semana estaremos meditando sobre a última semana de Jesus Cristo até o momento de Sua crucificação. Iremos tomar por base o Evangelho de Lucas que faz uma exposição em ordem desses acontecimentos. A devocional de hoje retrata o domingo...
No ano 332 a.C. entrava em Jerusalém um rei, comandando um grande exército para tomar Jerusalém à força. Toda a cidade se estremece e os líderes religiosos escolhem se render aos pés daquele que ficou conhecido como Alexandre, o Grande.
Cerca de 365 anos depois outro rei está entrando na cidade, as pessoas O reverenciam, esperando que os livrasse do domínio de um reino que há tempos oprimia e imprimia terror: o reino do Império Romano!
Jesus chora... e chora pois sabia que os gritos de Hosana seriam brevemente trocados por gritos de crucifica-O, pedindo que um homicida, Barrabás, fosse solto em Seu lugar.

CONCLUSÃO

  • Você tem sido uma pessoa sincera diante de Deus? Ou O agrada somente por conveniência? Está disposto a reconhecê-Lo como Rei e Senhor em todos os momentos ou tem buscado somente seus interesses pessoais?

  • Se o dia da entrada triunfal de Jesus estivesse ocorrendo hoje, de que lado você estaria? Daqueles que gritavam Hosana ou do lado dos religiosos que procuravam uma maneira de “calar a boca” do povo?

  • Qual tem sido o sentimento que sua vida promove em Deus? Será que Ele chora de tristeza por sua infidelidade ou está alegre com seu comportamento de servo bom e fiel?

  • Você tem trocado Cristo por algum tipo de Barrabás em sua vida?




Sejamos pessoas que amam ao Senhor constantemente e honram a Seu nome diariamente.