domingo, 7 de fevereiro de 2010

A NECESSIDADE DE SE PRODUZIR FRUTOS

“Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?”
Mateus 7.16

Algo que muito me impressiona é o fato de que existem pessoas que se intitulam cristãs, mas que não vivem de acordo com os ensinamentos de Cristo. Parece que estas vão para a Igreja, conseguem o “passaporte” para o Céu, e agora voltam à mesma vida que tinham anteriormente, sem se preocupar com a sua salvação, pois afinal de contas, uma vez salvo, salvo para sempre não é mesmo?

A grande questão é: Será que elas foram salvas algum dia? Será que não são apenas pessoas convencidas de que eram cristãs, ao invés de serem pecadores convertidos?

Creio plenamente na salvação garantida dos cristãos, mas creio também no enganoso coração do homem que pode facilmente manipular um comportamento correto por algum tempo, mas depois, por meio das tempestades da vida, fazer todo “santo comportamento” vir ao chão, afinal, era casa edificada sobre a areia (Mt 7.26-27).

Jesus, disse que são pelos frutos que conhecemos os verdadeiros cristãos. O interessante é que no início do mesmo capítulo Ele nos alerta a não julgarmos ninguém, e agora, a olhar para os frutos como um parâmetro fiel através do qual poderemos identificar os falsos seguidores. Em outras palavras, são pelos frutos que “julgamos” quem é crente de quem é incrédulo. Parece uma contradição, não?

Não se trata de nenhuma contradição, o que ocorre no contexto de Mt 7.1-5 é que não devemos julgar a ninguém se não estivermos dispostos a nos submeter ao mesmo julgamento (v.2), mas Jesus continua: “... tira primeiro a trave do teu olho (isto é: tenha uma vida íntegra!) e então verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão (ou seja: apontar nele as faltas que o fazem tropeçar na vida cristã).

Qual de nós está disposto a ser o padrão de vida cristã para os outros? Diz o ditado popular: “Quem não deve, não teme”. Mas já dizia o apóstolo Paulo muito tempo antes: “Sede meus imitadores” (1 Co 11.1).

Se existe uma árvore boa (saudável), com toda a certeza, irá produzir bons frutos, mas se a árvore é má, nunca conseguirá produzir bons frutos.

Alguns pensam que o que o crente produz são conversões, então se alguém ganha muitas pessoas para Jesus é um crente frutífero. Mas Jesus não está falando na quantidade de pessoas que ganhamos para o Seu Reino. Não são conversões, são atitudes!

O verdadeiro crente possui atitudes que condizem com o seu discurso, ele é um exemplo de vida para os que o cercam, ele pode avaliar se o que está ocorrendo ao seu redor é algo bíblico ou não, ele não tem o “rabo preso”, e sim está disposto a “dar a cara a tapa”, pois certamente ninguém o poderá acusar.

Queira Deus que a nossa geração seja de homens e mulheres íntegros, que produzem frutos dignos de arrependimento (Lc 3.8).

Aí, é claro, muitos serão ganhos para Jesus...