quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O perfil de uma igreja agradável

"...e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos."
Atos 2.47

Quem não gosta de um ambiente agradável? É tão bom quando vamos a um lugar que nos sentimos bem, não é mesmo?

A Igreja neotestamentária era conhecida do povo por ser uma Igreja agradável. Eu desejo que as nossas igrejas também sejam agradáveis à vista dos olhos de nossos vizinhos e pessoas que ouvem a nosso respeito. Mas para que sejamos uma "igreja agradável", devemos ter o perfil descrito nos versículos anteriores ao texto que encabeça esta meditação:

1) Perseverantes (v. 42): Diz o texto que a Igreja primitiva era perseverante em quatro áreas: Na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações. Todas estas áreas são de extrema importância, e devem ser a grande ênfase da Igreja de hoje em dia.

2) Tementes a Deus (v. 43): O temor ao Senhor envolve duas coisas: Ter medo e ter respeito. Os crentes devem ter consciência de que “Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” (Hb 10.31) e levar a vida cristã a sério! Certamente onde há o temor do Senhor, existe a Sua ação, autentificando a mensagem do Evangelho, por meio de prodígios e sinais, que vão deste o curar enfermos, até o dar emprego àqueles que necessitam.

3) Sermos solidários (v. 44, 45): Hoje, diz-se o ditado, “é cada um por si, Deus por todos”. Mas o enfoque de uma igreja sadia é “um por todos e todos por um”. Quando a igreja entende que o Evangelho muda as nossas prioridades, ela passa a viver em comunidade, atendendo às necessidades dos nossos irmãos menos favorecidos e também do povo carente e necessitado.

4) Termos prazer na comunhão (v. 46): Veja como os primeiros cristãos gostavam de estar juntos: Eles iam ao Templo (prestar o seu culto público); mas também iam nas casas (relacionar-se com os irmãos)! E é nas casas que os dons espirituais são exercitados com maior intensidade! Isso digo, pois num culto público não se dispõe de muito tempo para estreitar relacionamentos.
Mas cada um tem o seu lugar! O culto público é um lugar de prestar louvores em conjunto a Deus; já nas casas, temos relacionamentos estreitados, e logicamente, cultuamos a Deus por meio disso também.

5) Louvarmos ao Senhor (v. 47): Devemos louvar ao Senhor por todas as coisas que Ele tem feito em nosso meio. Mas não somente pelo que Ele tem feito, mas principalmente por aquilo que Ele é. Quando passarmos para as pessoas o valor que Deus tem para nós, elas certamente irão querer conhecer o caráter do nosso Deus, e verão que Ele sim, pode fazer diferença em suas vidas.

Quando uma igreja procura colocar em prática todos os princípios que Igreja primitiva praticava, o resultado não poderá ser outro: o Senhor acrescentará dia a dia os que vão sendo salvos.

Sejamos uma igreja simpática! Vivamos estes princípios!

Pr. Franck Neuwirth