terça-feira, 27 de setembro de 2011

UMA VISÃO CORRETA SOBRE O AMANHÃ




"Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal." (Mateus 6.34)


Entendo que planejar a nossa vida é um princípio bíblico - "Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre (amanhã), não se assenta primeiro (hoje) para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?" (Lucas 14.28 - ênfase minha).


Porém, nós devemos viver de maneira equilibrada - nem viver de maneira irresponsável sobre o amanhã, nem se preocupar em demasiado com ele.


Quero chamar a atenção para dois grandes problemas de nossa sociedade: a protelação e a ansiedade. A primeira diz respeito ao péssimo hábito que temos de deixar tudo para amanhã, e a segunda diz respeito a nos preocuparmos em demasiado com o dia de amanhã.


Nós somos culturalmente conhecidos como um povo que deixa tudo para a última hora. É quando vamos entregar a declaração do imposto de renda, quando vamos pagar alguma conta, ou fazer qualquer outra coisa. Para constatar isso, basta dar uma olhada no corre-corre do centro da cidade (principalmente nos dias de pagamento das contas).


Deixar tudo para amanhã é um grande perigo! Porque não conseguimos imaginar como será o amanhã, e em se tratando da salvação, ou melhor até, de uma vida de compromisso com o Senhor, o perigo é maior ainda. Os jovens pensam que são donos do amanhã - por isso deixam tudo para amanhã, os velhos pensam possuir experiência suficiente para interferir no seu amanhã - por isso pensam que podem prever o amanhã, mas a grande verdade é que ninguém, exceto Deus, é dono do amanhã!


O texto de Hebreus 3.13 exorta a todos para que se entreguem ao Senhor no dia que se chama Hoje: "Exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado". Isso, porque é hoje que estamos vivos! Quem pode nos garantir estar vivos no dia de amanhã, para então nos entregar ao Senhor?


Não espere para entregar sua vida ao Senhor! Não pense que estará perdendo tempo para aproveitar as coisas do mundo. Na verdade, quando você faz uma decisão ao lado de Cristo, estará experimentando aquilo que o mundo nunca poderá lhe oferecer. É exatamente o que Ele quis dizer quando comparou o Reino dos Céus com um homem que encontrou um tesouro escondido no campo (Mateus 13.44), ele se dispôs de tudo o que tinha, para ganhar aquilo que ele nunca teria condições de obter mediante seu próprio esforço.


No texto de Mateus 6.34, Jesus fala sobre a questão da ansiedade. É bem verdade também, que muitas pessoas não vivem o dia de hoje se preocupando em extremo com o dia de amanhã, mas Jesus insiste: "O amanhã trará os seus cuidados". Quem vive pensando no amanhã, não vive o dia de hoje! Diversas pessoas estão sofrendo um dos grandes males da atualidade - o stress - porque se preocupam em demasiado com o amanhã. É muito interessante que a Bíblia menciona 355 vezes a palavra "hoje", e apenas 64 vezes a palavra "amanhã", o que nos mostra que devemos nos preocupar mais com o dia de hoje do que com o dia de amanhã!


Que cada um de nós possa ter o equilíbrio necessário para viver o dia de hoje de maneira agradável a Deus e pensar no amanhã como um dia, que se Ele permitir chegar, será repleto de realizações na Sua força!


Pr. Franck Neuwirth

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O PREÇO DO DISCIPULADO

“E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo.” Lucas 14.27


Jesus exige um alto comprometimento daqueles que dizem querer segui-Lo. Ele, ao contrário do que se poderia imaginar, nunca abaixou o Seu padrão para que mais e mais pessoas O seguissem, pelo contrário, quando via que muitos estavam indo atrás dEle, fazia uma recapitulação do discurso feito para os poucos seguidores do início, visando, mais uma vez selecionar discípulos em meio à multidão.


No trecho de Lucas 14.25-35 vemos sobre qual é o preço a ser pago por um seguidor de Jesus:


Precisa amar a Cristo mais do que a qualquer outra pessoa: Jesus precisa ser o primeiro da lista das pessoas a quem amamos. Foi Ele quem nos amou primeiro, e portanto, deve ter a primazia do nosso amor também.


Necessita se identificar com a mensagem da cruz: Não há como ser um seguidor de Jesus sem experimentar a cruz. Essa era uma mensagem perfeitamente entendida pelas pessoas daquela época, pois estavam acostumadas a ver vários condenados à morte carregando a sua cruz. Tal pessoa não tinha mais vontade própria, estava simplesmente cumprindo a sua sina de morrer para este mundo. Numa época de evangelho “light” é necessários crentes dispostos a pagar este preço.


Deve ter plena consciência da seriedade deste compromisso: Quem se dispuser a seguir a Cristo deve fazê-lo até o fim. É extremamente humilhante e decepcionante, começar a fazer algo e não concluir (Jesus deu dois exemplos bem reais: construir uma casa e enfrentar um inimigo). Mas, muito mais sério diante de Deus é alguém dizer que vai começar a seguir a Jesus e desiste na metade do caminho, neste caso, aos olhos de Deus era melhor nem ter começado...


Faz diferença onde está: Assim como o sal sem sabor não serve para nada, assim também um discípulo de Jesus que não influencia vidas ao seu redor também não está cumprindo com o seu dever. Devemos fazer uma grande diferença na vida dos outros.


Sejamos discípulos verdadeiros de Jesus, daqueles que não tem de que se envergonhar e que estão dispostos a seguir a Jesus custe o que custar, ainda que seja a própria vida.


Pr. Franck Neuwirth

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O perfil de uma igreja agradável

"...e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos."
Atos 2.47

Quem não gosta de um ambiente agradável? É tão bom quando vamos a um lugar que nos sentimos bem, não é mesmo?

A Igreja neotestamentária era conhecida do povo por ser uma Igreja agradável. Eu desejo que as nossas igrejas também sejam agradáveis à vista dos olhos de nossos vizinhos e pessoas que ouvem a nosso respeito. Mas para que sejamos uma "igreja agradável", devemos ter o perfil descrito nos versículos anteriores ao texto que encabeça esta meditação:

1) Perseverantes (v. 42): Diz o texto que a Igreja primitiva era perseverante em quatro áreas: Na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações. Todas estas áreas são de extrema importância, e devem ser a grande ênfase da Igreja de hoje em dia.

2) Tementes a Deus (v. 43): O temor ao Senhor envolve duas coisas: Ter medo e ter respeito. Os crentes devem ter consciência de que “Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” (Hb 10.31) e levar a vida cristã a sério! Certamente onde há o temor do Senhor, existe a Sua ação, autentificando a mensagem do Evangelho, por meio de prodígios e sinais, que vão deste o curar enfermos, até o dar emprego àqueles que necessitam.

3) Sermos solidários (v. 44, 45): Hoje, diz-se o ditado, “é cada um por si, Deus por todos”. Mas o enfoque de uma igreja sadia é “um por todos e todos por um”. Quando a igreja entende que o Evangelho muda as nossas prioridades, ela passa a viver em comunidade, atendendo às necessidades dos nossos irmãos menos favorecidos e também do povo carente e necessitado.

4) Termos prazer na comunhão (v. 46): Veja como os primeiros cristãos gostavam de estar juntos: Eles iam ao Templo (prestar o seu culto público); mas também iam nas casas (relacionar-se com os irmãos)! E é nas casas que os dons espirituais são exercitados com maior intensidade! Isso digo, pois num culto público não se dispõe de muito tempo para estreitar relacionamentos.
Mas cada um tem o seu lugar! O culto público é um lugar de prestar louvores em conjunto a Deus; já nas casas, temos relacionamentos estreitados, e logicamente, cultuamos a Deus por meio disso também.

5) Louvarmos ao Senhor (v. 47): Devemos louvar ao Senhor por todas as coisas que Ele tem feito em nosso meio. Mas não somente pelo que Ele tem feito, mas principalmente por aquilo que Ele é. Quando passarmos para as pessoas o valor que Deus tem para nós, elas certamente irão querer conhecer o caráter do nosso Deus, e verão que Ele sim, pode fazer diferença em suas vidas.

Quando uma igreja procura colocar em prática todos os princípios que Igreja primitiva praticava, o resultado não poderá ser outro: o Senhor acrescentará dia a dia os que vão sendo salvos.

Sejamos uma igreja simpática! Vivamos estes princípios!

Pr. Franck Neuwirth