terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Anúncio moderno do nascimento de Jesus

Veja que maneira mais criativa de anunciar que o nosso Senhor reina...

Um Feliz Natal, com Jesus, a todos!


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

PORQUE DEUS QUER QUE NÓS OREMOS?



"...porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais".
Mateus 6:8

Quem nunca fez a pergunta que encabeça nossa meditação? Se Deus já sabe o que pedimos, ou pensamos, por que devemos então orar?

Entendo que a oração tem mais significado para nós do que para Deus propriamente. Digo isto porque Ele não precisaria que nossos lábios mencionassem palavra alguma para ficar sabendo do que precisamos, pois Deus conhece os nossos corações (Atos 15.8).

Entendo que existem pelo menos três razões pelas quais a oração é algo necessário para os cristãos:

1. Para reforçar a nossa dependência de Deus: Nós, seres humanos, apesar de geralmente gostarmos de viver em comunidade, não gostamos de depender de ninguém. Nós preferimos viver sem prestar contas a nenhuma pessoa, tomando as nossas próprias decisões, enfim, queremos dizer que já sabemos tomar conta do nosso próprio nariz. A oração nos coloca em nosso devido lugar diante de Deus: o de servos totalmente dependentes do seu Senhor. Jesus insistiu em afirmar isto ao dizer: "Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer" (João 15.5). Somente quando vivemos na dependência de Deus é que conseguimos realizar alguma coisa e a oração nos faz lembrar disso.

2. Para que nos lembremos que é Deus quem vai resolver os nossos problemas: Quantas vezes deixamos de praticar aquilo que nos ensina o Salmo 37, verso 5 e seguintes: "Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará (...) Descansa no Senhor e espera nEle". Nós oramos, mas não entregamos, confiamos, mas não descansamos e muito menos não esperamos nem um minuto sequer pela resposta. No momento em que confiamos plenamente no poder de Cristo ouviremos a Sua voz, dizendo: "Não temas, crê somente" (Marcos 5.36).

3. Para que sejamos testemunhas do poder de Deus: Quando nós oramos e Deus responde (aliás, Ele sempre responde, mas a Sua resposta, nem sempre é a que gostaríamos de receber, mas é a que precisávamos receber), somos testemunhas vivas daquilo que Deus tem realizado neste mundo e em nossas vidas, podendo testemunhar aos outros que ainda não conhecem ao Senhor sobre o Seu poder. Foi o que Jesus pediu àquele a quem havia curado: "Volta para casa e conta aos teus tudo o que Deus fez por ti" (Lucas 8.39). Quando oramos, Deus é glorificado!

Que tenhamos uma vida constante de oração, afinal, os beneficiados seremos nós mesmos!

Pr. Franck Neuwirth

Por vinte e cinco centavos



“Mas vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.”
João 4.23

Leiam esta interessante história que recebi há um bom tempo:

Alguns anos atrás, um pregador mudou-se para Houston, Texas.

Poucos dias depois que chegou, teve de ir de ônibus de sua casa até o centro da cidade.

Quando se sentou, descobriu ter recebido 25 centavos a mais no troco que pagara pela passagem.

Considerando o que deveria fazer, ele pensou:

- É melhor devolver os 25 centavos. Seria errado mantê-lo.

Então ele pensou:

- Oh, esquece. Apenas 25 centavos. Quem se preocuparia por quantia tão pequena? Além do mais, a empresa de ônibus já tem bastante; nunca sentirão falta. Aceite-o como um presente e fique quieto.

Quando chegou ao ponto onde desceria do ônibus, parou momentaneamente na porta, então entregou a moeda ao motorista e disse:

- Tome, você me deu troco a mais.

O motorista, com um sorriso, respondeu:

- Você não é o novo pregador? Eu tenho pensado sobre ir lhe ouvir. Eu queria apenas ver o que você faria se eu lhe desse troco a mais.

Quando o nosso amigo saiu do ônibus, ele agarrou literalmente o poste mais próximo, e disse:

- Oh Deus, me perdoe! Eu quase vendi Seu Filho por 25 centavos.

Recebi a história acima num boletim dominical, pelo que me parece, tal história pode ser verdadeira. Mas, ainda que seja apenas uma história ilustrativa, o ensinamento que traz para todos nós é verdadeiro.

Quantas vezes andamos pela rua como se ninguém estivesse olhando para nós? Por vezes pensamos que tudo o que fazemos é “da nossa conta” apenas. Mas todas as nossas atitudes estão sendo observadas pelos outros, visando saber se de fato vivemos o que cremos. Além disso, Deus está constantemente olhando para nós, buscando adoradores que o adorem.

Em espírito sim, mas também em verdade!

Pr. Franck Neuwirth

sexta-feira, 23 de julho de 2010

PARA QUE TODOS SEJAM UM


“Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós.”
João 17.11

Acho tremenda a oração que Jesus fez em João, capítulo 17, conhecida como “Oração Sacerdotal”.

Tal oração enfatiza a Sua dependência de Deus e também o amor que demonstra para com as nossas vidas. Ele orou a Deus, e tinha tantas coisas em Sua mente, mas orou por nós, pois estava preocupado conosco.

Jesus, como nosso Supremo Pastor, se preocupava com a vida de Suas ovelhas, e, conhecendo o coração humano, com as suas tendências de promover divisões, orou ao Pai pedindo-Lhe que nos fizesse viver em união!

Como é difícil a união! Na verdade tenho visto ao longo de meu ministério como as pessoas buscam o seu próprio interesse e não o de Jesus. Elas preferem fazer o que beneficia a si mesmas e não ao Corpo de Cristo. Elas “puxam a sardinha para a sua brasa”, ao invés de “repartir o peixe”.

Infelizmente tenho visto muitos cristãos sem a disposição de “caminhar a segunda milha” (Mateus 5.41), “perdoar ao próximo setenta vezes sete” (Mateus 18.22), entendendo que “é melhor dar que receber” (Atos 20.35).

Devemos entender que a Bíblia fala que é melhor abrir mão de um direito, em favor do próximo, e do Corpo de Cristo, do que pensar somente em si, promovendo algum tipo de divisão.

Dentro deste assunto, o que falta para que “sejamos um”, em muitos dos casos, é a falta de perdão! Nós, mesmo crentes em Jesus, nem sempre estamos prontos para perdoar aqueles que nos fizeram algum mal.

Quais são as desculpas que damos para não perdoaar ao nosso próximo? Vejamos que para cada desculpa há uma afirmação bíblica:

- A gravidade do mal que ele cometeu? (Mateus 18.32-33)
- Meu orgulho ferido? (Filipenses 2.3)
- Minha própria vontade? (Efésios 5.17)

Vejamos mais algumas considerações sobre perdão, segundo a Bíblia:

- O maior perdão recebemos de Deus (Romanos 5.8)
- Perdão é mandamento, não opção (Colossenses 3.13)
- Quando não perdôo, não ajo como servo, e sim como juiz (Tiago 4.11-12)
- Sem perdoar ao meu próximo, Deus não me perdoará (Mateus 6.15)

Como podemos ver, não existe nada que seja imperdoável! Nada que possa ser uma desculpa para a falta de união entre o Corpo de Cristo, entre nós. Devemos, portanto, ser obedientes à Palavra de Deus, e inquestionavelmente viver em hamonia com os nossos irmãos em Cristo.

Jesus orou por nós! Orou para que sejamos unidos.

Sejamos a resposta de Deus à oração de Jesus - vivamos em união!


Pr. Franck Neuwirth

sábado, 19 de junho de 2010

A VIDA CRISTÃ NÃO É UM ACAMPAMENTO!


“Então, disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias” (Mt 17.4).

Sempre que participamos de um acampamento, não temos vontade alguma de voltar para as nossas casas. É tudo tão bom que gostaríamos de poder ficar a vida inteira participando das bênçãos que Deus proporciona a todos nós.

Aconteceu algo semelhante com os discípulos de Jesus: Pedro, Tiago e João. Eles estavam com Ele e presenciaram o momento em que Se transfigurou. A Bíblia nos diz que o Seu rosto resplandeceu como o sol, e as Suas vestes tornaram-se brancas como a luz (v.2). A reação dos discípulos, neste caso, não poderia ser outra, se não dizer: “Senhor, bom é estarmos aqui, vamos ficar acampados neste monte!”. Jesus, a seguir, os faz “cair na realidade”. Ele mostra que, apesar de estarmos de passagem por este mundo (e até podemos dizer que estamos “acampados” nele), a vida cristã não é um acampamento. Existem muitas pessoas precisando conhecer a Jesus.

Quando Jesus e seus discípulos chegaram onde estava a multidão, começaram a perceber o problema que afligia a todos: a falta de Deus. A primeira cura que Jesus efetuou foi a de um epilético, após expulsar o demônio que o atormentava.

Algo que essa passagem destaca é o fato de que os discípulos, que ficaram juntos da multidão (e não presenciaram a transfiguração do Mestre), não puderam expulsar o demônio do garoto, e são repreendidos por Jesus como pessoas incrédulas, ouvindo o Seu questionamento: “até quando estarei convosco?”.

Os discípulos estavam acostumados a receber tudo do Mestre, e já era hora deles começarem a caminhar com as suas próprias pernas, sem, logicamente, perder de vista a dependência no Seu poder. Eles poderiam ter expulsado o demônio do menino, mas a falta de fé, fez com que não atentassem para o poder que há no nome de Jesus.

Muitas vezes, nós como cristãos, queremos viver apenas “nos montes”, “nos acampamentos”, nos esquecendo de tudo o que temos de fazer em prol das pessoas que, à semelhança do garoto epilético, estão nas garras de Satanás.

É hora de “descermos do monte” para dar assistência necessária àqueles que sofrem as consequências do pecado. Afinal, ser cristão não é ser um lunático, alguém que só olha para cima. Ser cristão é olhar para cima, mas com os pés no chão; é olhar para Cristo e olhar para o mundo perdido, carente da Sua glória.

Nessa passagem podemos ver dois tipos de cristãos: 1. Aqueles que só querem viver nos “montes”, sem perceber a realidade do mundo em que vivem; 2. Aqueles discípulos improdutivos, que não têm fé nem para si mesmo, quanto mais para ajudar os outros ao seu redor.

Que sejamos discípulos com a experiência do monte (experiência pessoal com o Senhor), mas com fé suficiente para influenciar os outros ao nosso redor.

“Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc 18.8).

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Evangelismo com autoridade

“Quando Jesus acabou de dizer essas coisas, as multidões estavam maravilhadas com o seu ensino, porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os mestres da lei.”
Mateus 7.28 e 29 (NVI)

Muito se fala sobre métodos de evangelismo. Cursos e mais cursos de evangelismo pessoal surgem prometendo atingir milhares de pessoas em pouco tempo.

Acontece que evangelismo não deve ser encarado como um método e sim como um estilo de vida. Não é necessário decorar uma "fórmula mágica" e crer que isso dará certo, pois pode ser que a fórmula seja boa, mas se a vida do "evangelista" não estiver compatível com a mensagem pregada, poucos resultados teremos de maneira concreta.

Em toda a história da Igreja o que contava não era a maneira como a mensagem era pregada, mas a autoridade daqueles que a anunciavam:

1) Vemos no final do Sermão do Monte o grande diferencial da vida de Jesus em contraste com a vida dos escribas: a autoridade.

2) Vemos na vida de Pedro a intrepidez e a sabedoria com a qual anunciava a mensagem do evangelho, o que causou espanto aos ouvintes e uma resposta positiva ao evangelho.

3) Vemos que Paulo, em Atenas, falava com autoridade também, o que lhe deu a oportunidade de, mais tarde, testemunhar no areópago.

4) Vemos em todos os séculos seguintes, na vida de tantos missionários, que o grande diferencial de suas vidas era a autoridade dada por Deus.

Uma das definições da palavra autoridade quer dizer "prestígio ou influência que uma pessoa exerce sobre os outros, por seus méritos", ou seja, tal pessoa é ouvida e respeitada, baseando-se em seus méritos.

Pensando nesta questão de influência, surge a pergunta: Como está a nossa influência no meio em que vivemos? Nossos vizinhos, parentes e amigos, têm visto a diferença que Jesus faz nas nossas vidas, por meio do comportamento exemplar evidenciamos, isto é, por meio de uma vida que tem autoridade para anunciar as as virtudes dAquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz?

Agora pensando em virtudes, temos uma grande questão: Não existe nenhum mérito, nem tampouco um método que seja capaz de influenciar outras vidas à parte da obra bendita de Jesus Cristo, portanto, todo o mérito é dEle. Todas as virtudes são dEle, como diz o texto de 1 Pe 2.9.

É pelo fato de estarmos em Cristo que temos a autoridade para influenciar vidas, é o poder do Espírito Santo que nos capacita para toda a boa obra, e deve ser sempre do Senhor nosso Deus todo o louvor. Isso corresponde ao que Pedro continua dizendo no verso 12:

“mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação.”

Que por meio de uma vida exemplar, de boas obras, tenhamos esta autoridade para evangelizar.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A NECESSIDADE DE SE PRODUZIR FRUTOS

“Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?”
Mateus 7.16

Algo que muito me impressiona é o fato de que existem pessoas que se intitulam cristãs, mas que não vivem de acordo com os ensinamentos de Cristo. Parece que estas vão para a Igreja, conseguem o “passaporte” para o Céu, e agora voltam à mesma vida que tinham anteriormente, sem se preocupar com a sua salvação, pois afinal de contas, uma vez salvo, salvo para sempre não é mesmo?

A grande questão é: Será que elas foram salvas algum dia? Será que não são apenas pessoas convencidas de que eram cristãs, ao invés de serem pecadores convertidos?

Creio plenamente na salvação garantida dos cristãos, mas creio também no enganoso coração do homem que pode facilmente manipular um comportamento correto por algum tempo, mas depois, por meio das tempestades da vida, fazer todo “santo comportamento” vir ao chão, afinal, era casa edificada sobre a areia (Mt 7.26-27).

Jesus, disse que são pelos frutos que conhecemos os verdadeiros cristãos. O interessante é que no início do mesmo capítulo Ele nos alerta a não julgarmos ninguém, e agora, a olhar para os frutos como um parâmetro fiel através do qual poderemos identificar os falsos seguidores. Em outras palavras, são pelos frutos que “julgamos” quem é crente de quem é incrédulo. Parece uma contradição, não?

Não se trata de nenhuma contradição, o que ocorre no contexto de Mt 7.1-5 é que não devemos julgar a ninguém se não estivermos dispostos a nos submeter ao mesmo julgamento (v.2), mas Jesus continua: “... tira primeiro a trave do teu olho (isto é: tenha uma vida íntegra!) e então verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão (ou seja: apontar nele as faltas que o fazem tropeçar na vida cristã).

Qual de nós está disposto a ser o padrão de vida cristã para os outros? Diz o ditado popular: “Quem não deve, não teme”. Mas já dizia o apóstolo Paulo muito tempo antes: “Sede meus imitadores” (1 Co 11.1).

Se existe uma árvore boa (saudável), com toda a certeza, irá produzir bons frutos, mas se a árvore é má, nunca conseguirá produzir bons frutos.

Alguns pensam que o que o crente produz são conversões, então se alguém ganha muitas pessoas para Jesus é um crente frutífero. Mas Jesus não está falando na quantidade de pessoas que ganhamos para o Seu Reino. Não são conversões, são atitudes!

O verdadeiro crente possui atitudes que condizem com o seu discurso, ele é um exemplo de vida para os que o cercam, ele pode avaliar se o que está ocorrendo ao seu redor é algo bíblico ou não, ele não tem o “rabo preso”, e sim está disposto a “dar a cara a tapa”, pois certamente ninguém o poderá acusar.

Queira Deus que a nossa geração seja de homens e mulheres íntegros, que produzem frutos dignos de arrependimento (Lc 3.8).

Aí, é claro, muitos serão ganhos para Jesus...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

TRADIÇÃO OU CONVICÇÃO?

“Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.” (Mateus 15.8-9)

É bem interessante o contexto no qual se encontra este versículo. Trata-se de uma situação em que Jesus foi questionado pelos fariseus e pelos escribas. E no quê Ele foi questionado? No fato de que Seus discípulos, não lavavam as mãos para comer (v. 2)!

Não se tratava de uma questão de higiene, como alguns podem pensar. O que ocorria era que os discípulos não estavam praticando o ritual cerimonial, imposto pelos antigos, o qual, segundo eles, todos judeus deveriam praticar. Champlin, em seu comentário versículo por versículo da Bíblia, diz: “Esses ritos nada tinham a ver com a higiene física, mas eram reputados um tipo de higiene espiritual para eliminar o perigo do contacto (sic) com os gentios ou outras coisas que causavam a imundícia cerimonial...” (ONTIVPV V.1, pág. 429).

Mas Jesus foi muito claro na Sua resposta: “Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?” (v. 3). Note que Jesus fala sobre uma transgressão com relação ao mandamento de Deus! Não ao mandamento dos homens, como Seus discípulos estavam sendo condenados. Para maiores detalhes, vejam os versos 4 a 9.

O que quero chamar a nossa atenção é o fato de que muitos questionamentos no meio da Igreja se devem ao fato de não cumprimentos às leis humanas: tradições ou comportamentos tidos como “padrão” no meio evangélico. Por vezes questiona-se e se afirma: “Nunca fizemos isto na Igreja!”, ou “Sempre fizemos assim, porque mudar agora?”.

Não quero dizer que devemos “liberar geral”, no sentido de opor-se aos costumes aprendidos dos antigos. O que quero é que não sejamos como os fariseus da época de Jesus, que colocavam um jugo tão pesado naqueles que queriam seguir a Lei de Deus, que os tornavam presos aos ritos e cerimoniais, inculcando neles preceitos humanos e fazendo-os, segundo Jesus disse, filhos do inferno duas vezes mais do que eles mesmos (ver Mt 23.15).

No que baseamos nossa prática eclesiástica? Na tradição dos homens, ou no cumprimento da Palavra de Deus. Por vezes questionamos outras religiões, dizendo que elas são seitas, porque seguem tradições humanas, o que é fato! Mas nem sempre vemos que muitas das nossas práticas podem também estar sendo baseadas justamente na mesma tradição que questionamos.
Devemos, antes de questionar alguma prática eclesiástica, ver se esta está ferindo ou não algum princípio bíblico. Naquilo que se diz respeito aos princípios bíblicos, não podemos abrir mão! Já nas coisas secundárias, como por exemplo, costumes e hábitos podemos ser tolerantes, e porque não dizer abertos a mudanças?

Que a nossa postura perante a sociedade, que a nossa pregação; enfim, que as nossas vidas, estejam embasadas, não em tradições humanas, mas na Palavra de Deus.

Porque esta sim, produz frutos de justiça em nós!